rafael winter

Finalmente, depois de tanta especulação, o tal do Microsoft Pink deu as caras. A bastante tempo havia o rumor do telefone da Microsoft, desde que ela adquiriu a Danger, companhia que criou os telefones SideKick.

Recentemente, a Microsoft deu uma chacoalhada no mercado ao anunciar sua nova plataforma de smartphones, o Windows Phone 7. Deu muito o que falar, tanto por quem ama, por quem odeia. Até mesmo quem é cético ficou de alguma forma impressionado com a iniciativa da empresa em largar o legado do Windows Mobile 6.x. Não podemos negar um fato: A Microsoft está investindo bastante na briga pela retomada do terreno que ela perdeu no mercado mobile. 

E continuando a série de investimentos nesta área, ontem a Microsoft anunciou o Kin. As reações foram as mais variadas, algumas pessoas odiaram, outras amaram e algumas ainda nem entenderam ao certo essa nova movimentação da empresa. Antes de mais nada, vamos esclarecer que o Kin não é um smartphone, é um featurephone. Não pense que o Kin veio ser um “iPhone killer” ou que veio competir com o Motorola DROID.

Kin 1 (Turtle)

Kin 1 - Turtle

O Kin veio buscar um nicho de mercado bastante específico de pessoas que gostam de estar conectadas a todo instante em todas as redes sociais, de preferência ao mesmo tempo. Como disse o Gizmodo, são os jovens que ficam no twitter o tempo todo, subindo fotos horríveis no orkut e por aí vai. Brincadeirinhas a parte, realmente existe essa demanda crescente pela utilização das redes sociais em qualquer lugar. Provavelmente uma das idéias por trás do Kin é que uma pessoa que só quer “dar uma tuitada” não precisa comprar um aparelho de quase R$ 3000 e que tenha um catálogo de 1000000 de apps (das quais 350mil são algum tipo de “peido”).

A idéia é que seja um aparelho enxuto e barato. É tão enxuto que não tem nem agenda de compromissos… Em compensação tem uma interface moderna baseada em quadros dinâmicos, que lembra a do Windows Phone 7. No final das contas o Kin parece ser um aparelho “de entrada”, para migrar usuários de featurephones para o  Windows Phone 7. 

Kin 2 - Pure

É difícil saber se essa fórmula vai dar certo, mas os ingredientes parecem ser bons: uma estratégia muito bem definida, baseada numa demanda crescente de um público-alvo bastante singular, e um projeto de hardware e software totalmente voltado para esse fim. Agora é esperar para ver. Vá torcendo para aquele seu amigo chato que fica bisbilhotando o seu Facebook nunca conseguir comprar um desses.


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